Quadrim Entrevista - Wander e Angúria

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E olha o Batmorcego de volta, #TropaQuadrimcast! Mas não é o Bruce Wayne e sim WANDER! E ele traz uma “parceira” (não na história, mas no Catarse) dessa vez. No QUADRIM ENTREVISTA de hoje conversamos com LUCIANO FÉLIX E ARY SANTA CRUZ NETTO, autores do projeto WANDER & ANGÚRIA!

Quadrim: Luciano & Ary, em primeiro lugar agradecemos a vocês por nos concederem esta entrevista. Ary, como é sua primeira vez aqui no Quadrim, começamos com o que normalmente perguntamos: como você se tornou um fã de quadrinhos?
Ary: Nós que agradecemos. Bom, eu sou fã de quadrinhos desde que me conheço por gente: lia Mauricio, Marvel e DC desde sempre. Preferia ficar na biblioteca lendo quadrinhos antigos do que ficar no recreio ou fugindo da aula de educação física. A vontade por contar minhas próprias histórias foi crescendo junto comigo até a época da faculdade, quando comecei a fazer parcerias para quadrinizações e comecei o Mistiras quase que junto com Luciano.

Quadrim: Luciano, como já te entrevistamos anteriormente sobre o seu álbum “Wander”, já vamos falar direto sobre seu novo projeto: “Wander – Puberdade Ainda que Tardia”. Como surgiu a ideia de fazer essa continuação?
Luciano: Continuar já é um desejo recorrente nesse tipo de obra. Não lembro bem se eu pensei nessa história para o Wander ou se pensei na ideia de maneira isolada e depois a encaixei no universo do personagem. É que muitas (ou todas) as ideias que tenho nascem enquanto estou tentando dormir e às vezes não tem ligação com algum personagem específico. Já disse uma vez o cantor Falcão: “A besteira é a base da sabedoria”. Sou adepto desse pensamento e acho que eu tava pensando alguma bobagem sobre o Batmorcego (alter ego do Wander) usar uma malha colante como muito super herói e imaginei enfrentando uma vilão atraente ou, no caso dessa edição, uma vilã totalmente nua. Imagine só!

Quadrim: E a obra será em três partes, com o projeto buscando a publicação da primeira edição. Por que achou melhor dividir em 3 partes?
Luciano: Eu gostaria muito de lançá-lo como um álbum completo, mas não daria tempo pra desenhar tudo e lançar na CCXP Tour Nordeste em abril. E como eu e o Ary já tínhamos a intenção de lançar o segundo volume do Mistiras e também não daria tempo de editá-lo para o evento por conta do tamanho da edição, optamos por apresentar em uma publicação impressa uma de nossas crias, a Angúria, que, junto com o Wander, está no Catarse a procura de financiamento coletivo.

Quadrim: Ary, você participa do projeto com “Angúria”. Quais inspirações você teve pra criar a personagem e suas histórias?
Ary: Então… na verdade, originalmente, nenhuma. Eu tentei imaginar uma heroína ou vigilante nos quadrinhos que tivesse sido criada para o público feminino, e não encontrei muitos exemplos. A maioria são criadas para o público masculino poder ver belas mulheres em trajes ínfimos, e não para serem personagens orgânicas. Salvo raras exceções, é claro. Então, eu tentei imaginar uma garota aparentemente normal, mas que nasceu com uma habilidade telepática específica: ela consegue sentir os pensamentos negativos dos homens em relação a mulheres. Isso faz com que ela cresça reclusa e achando que não deve chamar atenção, até ser vítima de estupro. Esse último seria o gatilho, ou chamado do herói, para que ela pudesse se reinventar e tornar-se uma heroína de verdade e uma pessoa melhor. Então, voltando a pergunta inicial: a personagem nasceu como um exercício de imaginação, sobre uma garota que pudesse ser forte, mas não perfeita, que pudesse falhar, mas inspirar a si mesma e aos outros a serem melhores.

Quadrim: As obras tem um contraste interessante: “Wander” é bem humorada e “Angúria” tem um tom mais sério. Como é conciliar essas duas visões na parceria de vocês?
Luciano: Wander e Angúria são de universos totalmente diferentes e os dois só estão juntos na captação de recursos. Enquanto o Wander é uma total tiração de onda com o nerd “virjão” mais obcecado em ser herói do que o Kick Ass, Angúria tem um clima pesado e realista (guardadas as devidas proporções) apesar do traço ser bem caricato.
Ary: Embora tanto eu quanto Luciano tenhamos um feeling mais puxado para o humor, acredito que conseguimos conciliar bem outros estilos de quadrinhos quando a história pede. No Mistiras, há algumas histórias mais voltadas para o drama e Luciano já quadrinizou histórias de terror para o Recife Assombrado. Então, enveredar por um caminho mais sério no gênero super herói não foi tão arriscado ou pouco conhecido para nós dois.

Quadrim: Como o projeto é do tipo Flexível, quem apoiar já garante a obra. Quais motivos levaram vocês a definir por esse formato?
Luciano: A vontade de publicar, o amor pelos quadrinhos e a iminência de um evento tão importante na nossa terra. Conversamos bastante sobre o sacrifício que teríamos que fazer caso não atingíssemos a meta de R$ 9000 e resolvemos encarar esse desafio.

Quadrim: O objetivo é lançar o quadrinho na CCXP Tour, que acontece agora em Abril. Na opinião de vocês, qual a importância de um evento desse porte pra todos os quadrinistas do Nordeste?
Luciano: Eu sou meio eremita e só vim saber o que acontece em uma convenção desse tipo há pouco tempo quando participei do último FIQ em BH, que é grande, mas não tanto quando a CCXP. Tenho percebido que muita gente que eu conheço da área também não tem a real noção de dimensão e oportunidade de divulgar e vender seu trabalho numa época em que está bem mais fácil (em comparação a de uma década atrás e antes) publicar de forma independente. Participando do evento na Artist’s Alley pode impulsionar um artista que até então estava esperando ser descoberto.
Ary: Como Luciano disse, é uma grande oportunidade, e uma grande responsabilidade também. Estamos nos organizando desde o ano passado para isso.

Quadrim: Quem já apoiou, o que pode esperar do álbum?
Luciano: Com relação ao Wander, quem já tem a sua garantida, pode esperar um certo amadurecimento em relação ao anterior… amadurecimento meu como artista, né, não do Wander, esse ainda vei ter que apanhar muito. Vou manter o ritmo nos desenhos pra que a continuação saia o mais rápido possível e, quem sabe, não só a segunda, mas a terceira de uma vez só.
Ary: De Angúria, uma boa história de super herói feminina e orgânica, na medida do possível.

Quadrim: Pra finalizar, que recado vocês dariam aos leitores que possam estar indecisos se devem investir no projeto?
Luciano: Gosto da palavra “investir”. Melhor que ajudar. Estamos em busca de ajuda sim, mas preferimos que tenham a certeza de que estão dando um apoio em troca de um bom entretenimento que contribua de alguma forma na sua vida, seja numa discussão social com Angúria ou no relaxamento com o Wander e que esses investidores queiram fazer parte de uma corrente que foi importante pra que estas obras tenha sido impressas.
Ary: O que Luciano escreveu foi bastante pertinente: se há uma perspectiva interessante de ser notada nessa campanha, são os lados extremos para os quais as duas obras vão: Angúria para o social perverso e Wander para o humor escrachado. Eu acredito que ambos temos muito carinho pelos projetos que fazemos, e sempre pensamos se eles são de fato úteis e originais para nosso público. Quem se sentir a vontade para apoiar, tenho certeza que irá sentir isso.

Humor leve e ambientes pesados, uma mistura que parece heterogênea mas esses dois com certeza saber fazer funcionar, Tropa! Se quiser ter essas obras em suas mãos, basta clicar na imagem abaixo e contribuir! A partir de R$ 30,00 você receberá GARANTIDO os dois exemplares, afinal projeto é Flexível (e se quiser há a opção de contribuir menos e receber  só receber uma das obras) e o prazo para contribuir é até 02 de abril de 2017!

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