Quadrim Entrevista - Go to Hell

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“VÁ PRO INFERNO”, #TropaQuadrimcast! Calma, não estamos ofendendo ninguém, é que o QUADRIM ENTREVISTA desta vez fala sobre a história de um cara que descobriu ser filho do Ceifador! Pra explicar melhor, conversamos com o autor de GO TO HELL, o quadrinista FERRÚCIO BURCO FERNANDES DA NÓBREGA FILHO, ou pra facilitar, PISTASHI!


Quadrim: Pistashi, em primeiro lugar agradecemos a você por nos conceder esta entrevista. Como de costume quando alguém “estreia” numa entrevista, perguntamos: como você se tornou fã de quadrinhos?
Pistashi: Eu que agradeço pela oportunidade. Desde criança, eu sempre gostei muito de desenhar. Mas nunca pensei muito em seguir isso como uma carreira ou algo do tipo até virar adolescente. Meu gosto por quadrinhos começou mesmo quando eu tinha 11 anos, que foi quando eu comecei a fazer minhas primeiras histórias em quadrinhos na escola, com meus colegas.

Gostaria inclusive de destacar que um desses colegas se tornou meu melhor amigo, uma pessoa que eu admiro muito e que se não fosse ele eu não teria começado a fazer quadrinhos e me tornado um quadrinista.

Quadrim: Falando sobre “Go To Hell”, no projeto você conta que mistura mangás com quadrinhos ocidentais. Quais foram suas influências para criar a história?
Pistashi: A ideia de criar Go to Hell surgiu quando eu tinha 13 anos. Em 2010, eu conheci 5elementos, uma HQ criada por um autor espanhol chamado Jesús García Ferrer (Jesulink). Eu diria que Jesulink foi minha maior inspiração para seguir a carreira de quadrinista e até hoje eu consigo ver como meu traço foi influenciado por ele.

Scott Pilgrim, de Bryan Lee O’Malley foi uma outra grande influência na criação de Go to Hell. Não só eles, mas todo dia eu tento absorver sempre algo novo que me inspira e me influencia a continuar desenhando quadrinhos. Os próprios colegas quadrinistas que eu conheci nessa trajetória são uma forte influência e uma ótima companhia.

Ilustração de 5elementos, feito por Jesulink

 

Quadrim: E você conta também sobre estar trabalhando nele há 5 anos. Quais as mudanças que você fez no projeto ao longo desse tempo?
Pistashi: Em 2011, eu comecei a publicar pequenos capítulos de Go to Hell em um blog que eu administrava na época. Foram vários meses de tentativa e erro, eu fazia alguns capítulos da história e voltava atrás pra refazer a HQ do zero. Era bem difícil manter uma produção consistente porque eu ainda estava na escola. Muita coisa acabou dando em nada, mas no fim eu consegui ganhar experiência com o passar dos anos graças a esses experimentos. Também consegui fazer muitas amizades e aprender bastante sobre a narrativa em quadrinhos.

Só foi em 2015 que eu realmente publiquei pra valer e consegui continuar satisfeito com os resultados. Não é como se tudo estivesse perfeito, mas se tem algo que eu posso dizer para os quadrinistas que estão começando é o seguinte: Terminem seus projetos, não fiquem tão presos na ideia de que tudo tem que estar perfeito, porque não vai estar. Aliás, daqui a um ano quando você olhar pra trás, mesmo que você tenha criado algo perfeito, você vai ter aprendido muito e aquilo não vai mais entrar no seu conceito de perfeição, provavelmente você terá aquela sensação de “eu poderia ter feito melhor”, e não tem nada de errado nisso.

Mesmo que eu tenha aprendido muito estudando sobre quadrinhos antes de começar a fazer Go to Hell pra valer, foi gritante a quantidade de coisas que eu aprendi fazendo a HQ. A experiência que eu ganhei durante todos esses anos valeu muito pra mim, eu diria que essa é a maior diferença entre o Go to Hell de alguns anos atrás com o Go to Hell de agora.

Quadrim: Desde 2015 você publica a história de forma online. Como foi a receptividade que você recebeu?
Pistashi: Todos os colegas que eu fiz durante minha trajetória estavam muito ansiosos para ver o fruto dos meus esforços. Muitos que já me acompanhavam desde 2011 ficaram surpreendidos com a diferença entre o que eles leram na época e o que eles tiveram a chance de ler agora. Eu sinto que Go to Hell cresceu comigo, e sinto que quem me acompanha há anos consegue ver isso muito bem.

A recepção não foi tão grande, mas com certeza foi muito carinhosa e encorajadora. Sempre que eu publico um novo capítulo, novos leitores aparecem para conhecer a HQ e os antigos leitores sempre aparecem para comentar comigo o que eles estão achando da HQ. Muitos não sabem disso, mas até meus pais e minhas irmãs dão uma olhada de vez em quando na minha HQ, e eles me dão um suporte incrível para continuar fazendo o que eu amo, que é desenhar quadrinhos.

Quadrim: Você optou por lançar o projeto no tipo Flexível, ou seja, o projeto vai sair independente de quanto arrecadar. Por que optou por esse formato?
Pistashi: O primeiro volume impresso de GTH vai acontecer, não há nenhuma dúvida disso. Depois dele ainda virão o segundo, o terceiro, etc (mas não acho que será necessário criar um projeto no Catarse para cada um). Eu criei o projeto no Catarse para facilitar o processo com esse primeiro volume, dar aquele empurrão inicial para eu conseguir publicar os próximos sem nenhum problema. Eu fiz com que fosse flexível para que mesmo que ele não chegasse na meta, eu ainda conseguisse entregar as recompensas para as pessoas que apoiassem.

Gosto de pensar que esse projeto serviu como uma “pré-venda”,porque aqueles que financiaram a produção da HQ estão recebendo ele em troca pelo preço comercial que o livro terá no futuro. Mas claro que cada centavo ajuda, sem o apoio que eu recebi até agora eu acho que seria bem mais difícil de fazer esse projeto se tornar real.

Quadrim: E após o projeto, quais os próximos planos?
Pistashi: Mesmo depois de lançar o projeto no Catarse, eu continuei produzindo capítulos e publicando eles online periodicamente. Inclusive irei publicar o sétimo capítulo de Go to Hell dia 24/03. Depois que o projeto no Catarse finalizar e eu conseguir distribuir todas as recompensas, eu acredito que eu vou montar uma loja online para conseguir vender os exemplares com mais facilidade. Outra ideia que eu tenho em mente é vender a HQ em eventos de quadrinhos ou que tenham uma espécie de artists alley. Enfim, o plano principal é continuar desenhando quadrinhos!

Quadrim: Quem já apoiou, o que pode esperar do álbum?
Pistashi: Para quem já apoiou ou pensa em apoiar, eu garanto que o volume impresso estará muito legal. Miolo em preto e branco, capa colorida, 14,8x21cm, com conteúdo extra e super interessante. Para quem gosta de uma história equilibrada entre ação, comédia e drama, eu diria que o livro estará top de bola™. E não é só o livro que vocês podem ganhar como recompensa no Catarse. Tem pôster, tem adesivos, tem rascunhos originais, tudo muito massa e feito com muito carinho.

Quadrim: Pra finalizar, que recado vocês dariam aos leitores que possam estar indecisos se devem investir no projeto?
Pistashi: Go to Hell é uma história em quadrinhos feita por alguém que ama desenhar. Ao mesmo tempo que sou autor de GTH, eu sou fã. Eu me pego lendo e relendo minha própria HQ e rindo das piadas que eu mesmo escrevi. Realmente é uma história que eu amo muito e gostaria de dividir com outras pessoas. Essa história você pode acompanhar de graça pela internet, eu já publico ela toda bonitinha em inglês e português para quem está interessado em ler. Eu gostaria muito de poder continuar essa carreira de quadrinista, mas não sei se eu consigo me sustentar somente com isso no momento. Por isso cada centavo ajuda, cada centavo incentiva, cada centavo me faz perder o medo de continuar fazendo o que eu mais amo fazer, que é desenhar quadrinhos.

Então, venha pro inferno conosco e com o Pistashi, Tropa! Se quiser ter essa obra em suas mãos, basta clicar na imagem abaixo e contribuir! A partir de R$ 30,00 você receberá um exemplar garantido e o prazo para contribuir é até 06 de abril de 2017!

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