Quadrim Entrevista - Rã Zinza

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Senhoras e senhores, brasileiros e brasileiras, tropeiros e tropeiras da #TropaQuadrimcast, rãs e rã… zinzas! No QUADRIM ENTREVISTA de hoje conversamos mais uma vez com ele, o Rei da Vacilândia, o Bocó-Mor, o Adorador de Paçoca… RAFAEL MARÇAL, autor do projeto RÃ ZINZA que está no Catarse!

Quadrim: Marçal, em primeiro lugar agradecemos a você por nos conceder esta entrevista. Como já entrevistamos você em dois projetos anteriores (“Samira e Paulito num relacionamento gozado” e “Rei Bocó“), já vamos falar direto da Rã Zinza: como você teve a ideia pra essa personagem?
Marçal: Eu que agradeço ao seu carinho, da Equipe Quadrim e dos seus leitores comigo e com o meu trabalho, é sempre uma honra estar por aqui.

Eu acabei falando disso na última entrevista, começou comigo irritando minha irmã com trocadilhos. A gente fazia isso demais, aí nesse dia, no trânsito, saiu o da Rã Zinza e pela reação dela, vi que tinha potencial. Daí comecei a observar como eu sou ranzinza, como meus amigos e parentes são ranzinzas e isso foi evoluindo a personagem.

Acabou virando uma válvula de escape pro meu mau humor também. Várias coisas que extravaso ali nas tiras, me ajudam a lidar com os temas na vida real. A Zinza aborda temas muito comuns na sociedade, acabo precisando e me forçando a pensar bastante naquele tema, entender, praticar empatia com ambos os lados.

Fora que várias críticas e opiniões da Zinza, são direcionadas a mim, mesmo. Uma forma de me lembrar o quanto sou imaturo ainda hahaha.

Quadrim: Como falamos, não é sua primeira vez no Catarse, e Rã Zinza já bateu a meta (\o/). O que dos dois últimos projetos você aprimorou para lançar este?
Marçal: Esse projeto da Zinza é quase um aperfeiçoamento no projeto do Rei Bocó. O mesmo formato, a mesma proposta de livro, valores e recompensas.

Infelizmente os orçamentos nas gráficas sofreram um reajuste acachapante no último ano e tive que aumentar a meta para manter a qualidade do livro, da impressão, acabamento e tals.

Além disso, o que muda mesmo é o meu papel como autor, estou mais maduro que nos anteriores, e a Zinza, o desenvolvimento dela visualmente e psicologicamente mostra com muita clareza essa minha trajetória.

Quadrim: A própria Rã Zinza não é estranha no Catarse, pois um livro dela era uma meta estendida do Rei Bocó. Já pensava em lançá-la no Catarse antes?
Marçal: Sim, depois de 2015, que tive o projeto do Relacionamento Gozado sem sucesso no catarse e lancei 3 livros com um orçamento bem reduzido, já tinha a proposta de lançar um livro caprichado de cada um deles na sequência. O Rei sucedeu o Eu, Bocó e agora a Zinza terá seu HA HA HUMPF também. Fico muito feliz do projeto ter dado certo, do público ter adotado a Zinza, se identificado e tals. Um sonho realizado, mesmo.

Quadrim: A Rã Zinza tem um caráter mais “opinativo”, o quanto dela é o Marçal falando e o quanto dela é só reflexo da situação atual?
Marçal: Acho que 100% da Zinza sou eu falando. Acho até que ela passa um pouco, pois tem coisas que fico refletindo sobre um tema, acabo tendo dúvidas, mas a Zinza tem uma visão mais dura da coisa, não fica em cima do muro, aí acabo criticando a mim, mesmo em várias tiras.

É um exercício bacana, ter um personagem crítico e sem nenhuma misericórdia para falhas de conduta, na teoria eu posso criticar qualquer coisa sem muito filtro, mas na prática eu acabo elevando o nível de exigência comigo, mesmo. De vez em quando dá uns conflitos internos, mas no fim acaba saindo um Marçal mais maduro, uma Zinza mais empática e uma tira mais amplamente reflexiva, uma opinião melhor e com menos arrogância.

Quadrim: Falando de “financiamento coletivo” mas de outra forma: você tem o “Clube do Bocó” no Apoia.se, onde fãs ajudam a custear coisas do seu trabalho em troca de benesses. O que tem sido mais especial nessa experiência?
Marçal: Cara, esse Clube mudou minha forma de fazer quadrinhos, elevou a minha relação com meu público a níveis absurdos de amizade, carinho, empatia.

Não tenho palavras para explicar a sensação que é ter uma turma assim, em contato diário. Vai muito além do dinheiro, das benesses. É meio que realizar um sonho de criança, ter um público que acompanha seu trabalho, opina sobre as coisas que tão acontecendo no Bocoverso, no Zinzaverso e na Vacilândia em geral.

Recomendo a todos os autores, você vai conhecer melhor seu público e vice-versa. Vai melhorar a abordagem do seu trabalho numa dessas. Aí, como resultado disso, é um trabalho melhor, publicações melhores e, claro, mais leitores pra te apoiar nas empreitadas, que é o que move todo o trabalho em questão 😛

Quadrim: Além disso, você é presença em vários “artists alleys” de eventos no Brasil… Como é essa interação direta com o fã?
Marçal: Eu adoro ir em eventos e gostei da sua abordagem agora, boa pergunta haha.

Pois como autor de quadrinhos, temos 3 tipos principais de abordagem com o público: Internet, Publicações impressas e Eventos. Tudo está interligado, claro. Mas são abordagens e formas de chegar no seu público completamente diferentes.

Faço quadrinho na internet desde 2009, tenho uma boa interação pelas redes sociais, estou buscando melhorar isso, inclusive. Temos poucos autores focados na produção pra internet que também focam na produção impressa. Acho que por fazer tirinhas, fica mais fácil pra mim.

Lanço livros desde 2011 e também vejo que temos muito pra melhorar na relação com o público, tanto na distribuição, quanto na produção. E nesses eventos que a gente acaba vendo o que funciona e o que não. Ver a reação do público, conversar com cada um, tirar dúvidas, expor um pouco do nosso trabalho, retribuir o carinho e tals. Acaba melhorando tudo no processo, tanto na internet, quanto nos livros, personagens, histórias… Além de que muitos dos meus amigos, leitores que tenho hoje, foram feitos nesses eventos. Já to indo em evento mesmo sem mesa, só pra ver os amigos, bater papo e tals. Quase um vício hahaha.

Quadrim: E após a captação terminar, toda a produção finalizar e os envios realizar (rima poética), quais os próximos planos?
Marçal: O negócio é igual andar de bicicleta, se parar a gente cai. Meu foco continua sempre a internet, tirinhas diárias no vacilandia.com, estou começando a investir em editorias, ter os dias específicos para cada série, acredito que isso ajuda a identificação do público e mostra um profissionalismo no site, que é meu portfólio e cartão de visitas.

Estou envolvido no projeto Fliperamas 2 também. O primeiro foi lançado em 2015 e estamos desenvolvendo o livro, que tem tudo pra vir melhor e mais forte que o primeiro. Conforme for saindo novidades a gente divulga.

Depois disso quero lançar o Pai Bocó, fechando a trilogia Bocó hahahaha. Um livro um pouco mais e com mais páginas, mas só no ano que vem. Esse ano quero concretizar as editorias, entregar todos os livros da Zinza e lançar nos eventos do ano. Inclusive fica a minha torcida pro FIQ e Festcomix. Sei que é sintoma do mercado, que como autores precisamos continuar produzindo e melhorando a cada ano para que os eventos reajam a isso, mas não custa nada torcer né?

Quadrim: Quem já apoiou, o que pode esperar do livro?
Marçal: Em primeiro lugar, podem crer que amo vocês eternamente ahhaha, muito obrigado por participar desse projeto, meu maior e mais desafiador projeto de 2017.

Em segundo podem esperar muito capricho editorial, não estou poupando esforços para que o livro saia com qualidade e o esmero de sempre. Podem esperar muita ranzinzice da Zinza também, ela está afiada como nunca, agora com livro próprio, tiras inéditas e tals, ela tá se achando haha.

Quadrim: Pra finalizar, que recado você daria aos leitores que possam estar indecisos se devem investir no projeto?
Marçal: Falta pouco tempo pra campanha acabar, mas o livro está garantido, a recompensa que você escolher lá vai rolar.

É vantajoso apoiar um projeto desse, pois você pega o livro antes, com itens exclusivos da campanha e com condições de preço especiais.

É meio que ser mecenas dos quadrinhos, pois seu apoio viabiliza a produção do quadrinho, cortando intermediários como editoras, distribuidoras e demais atravessadores que encarecem o produto final.

E garante meu amor e gratidão, que não é lá muita coisa, mas é de coração hahaha.

Obrigado de novo a quem já apoiou, a quem, como a Equipe Quadrim, dá esse espaço de divulgação e aos futuros apoiadores, tô otimista haha. Abraços \o/

Então, seja um “bom Bocó” e contribua, Tropa! Se quiser ter essa obra em suas mãos, basta clicar na imagem abaixo e contribuir! A partir de B$ 25,00 (25 bocoletas ou 25 reais) você receberá um exemplar garantido e o prazo para contribuir é até 07 de julho de 2017! Bocostê!

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